segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lixão poderá afetar áreas de proteção ambiental de Samambaia




Sem pensar no futuro. O Governo do Distrito Federal (GDF), lançará edital para implantação de aterro sanitário em Samambaia, cidade que é cercada por nascentes com áreas de proteção ambiental

Samambaia é localizada há mais de 25 km de Brasília. A cidade, que o nome se deu origem por causa da vegetação nativa nos córregos que a banham, conta hoje com três parques ecológicos localizados em áreas de proteção ambiental. Com o edital, a região poderá receber um aterro sanitário, ou seja, um “Lixão”.

“Um aterro sanitário vai receber lixo de 30 cidades, o que gera muito peso e impacto só para Samambaia. Nós não merecemos isso, acredito que cada cidade deveria ter o seu e a população precisa ser ouvida”, comenta a líder comunitária e coordenadora de projetos em prol de melhorias para expansão de Samambaia, Maria Coelho.

O Governo do Distrito Federal não fez nenhum estudo sobre o impacto ambiental desta obra em Samambaia, porém, seria necessário um estudo para avaliar os danos que este aterro poderia gerar na cidade. O DF tem várias áreas desocupadas, que poderiam abrigar este projeto. Porém a briga do governador Agnelo Queiroz parece ser particular com a cidade de Samambaia.
Atualmente o Parque Ecológico Gatumé, que tem recursos aprovados na Câmara Legislativa de mais de R$ 100.000,00 para implementação de obras na região, está abandonado e não tem recebido nenhuma assistência no governo.

A discussão saiu da esfera exclusiva da Secretaria do Meio Ambiente e do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e passou a ser tratada como interesse do Estado, sob a coordenação do secretário de governo, Paulo Tadeu, que não chegou a fazer nenhum encontro com a população.

As regras estão previstas no “Programa Brasília Sustentável”, financiado com recursos do Banco Mundial (Bird). A tendência é que a administração de Agnelo mantenha as regras do governo anterior, mas o governador não anunciou uma decisão oficial. Empresários influentes têm procurado integrantes do governo para apresentar os prós e os contras. É provável que as empresas que hoje atendem o GDF, a Delta Construções e a Valor Ambiental , disputem o negócio.

Caso a opção seja por concessão, uma concorrência definirá a empresa que vai arcar com o custo da obra tendo o direito de explorar o aterro a ser implantado em Samambaia. O governo pagará uma tarifa pela prestação do serviço por tonelada de lixo. Vence a licitação que apresentar o menor preço.
“Aqui ele foi o menos votado, por isso, quer castigar a população”, comentou a moradora Maria do Socorro, que está preocupada com o mal cheiro, os vários insetos e a desvalorização do meio ambiente em sua cidade.

Fonte: Sociedade dos Moradores de Samambaia

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